quinta-feira, 16 de junho de 2011

AGUÉ - O VÒDÚN DAS MATAS

Agué é o vòdún relacionado às matas e a tudo que nela existe. Sendo assimilado ao Orixá Ossaiym dos yorubanos porém, ao contrário dessa divindade, Agué está ligado ao nosso cotidiano, sendo um vòdún responsável pela alimentação, pela caça e pelo cultivo das plantas. O correto ao comparar Águé com algum orixá seria, dizer que Agué une o poder de Ossaiym com a responsabilidade de Oxóssi. Ele é responsável pela fauna e pela flora e nos dias de festa, é cultuado após Ogun.
Agué é o senhor de todas as folhas, estando atribuído a ele o domínio e seu cultivo, desde o arar da terra, o adubo e o plantio. Todas as sementes, folhas, caules, raízes, flores, etc, pertencem a Agué, sendo ele o guardião de toda a flora. Tem domínio também sobre todos os animais da floresta, aqueles que vivem e se alimentam na mesma, sendo responsável pela sua proteção, combatendo a caça ilegal e quem os maltrata juntamente com Odé.
Agué é filho de Nanã e, com ela aprendeu o domínio sobre os mortos, tendo muita ligação com íkú e seus mistérios. Conhecedor de alta magia, Agué não teme íkú nem as íyámí òsóròngá, possuindo extremos laços com ambas energias. Ele ensinou a todos os seres humanos como cultivar as plantas e principalmente como utilizar as ervas medicinais.  É por conta de Agué que, no Jeje, os Vòdúns são cultuados nos átínsás – as árvores sagradas.
Não se inicia ninguém sem a intercessão de Águé.
Todas as ervas são de seu domínio mas, em particular, o Pèrègún que simboliza a força desse vòdún, usando-o para controlar ou afastar os ègúns, sendo este um de seus mais preciosos átínsás. Pertence a família da terra e com certeza é o vòdún que melhor representa o poder de Àíkúgúmàn (terra)
Águé representa a liturgia, a ancestralidade, a sabedoria, a herança e a hierarquia. É responsável pelo passar da cultura de pais para filhos, mantendo vivas as lendas e o culto dos vòdúns. É muito ligado ao seu irmão Lòkò, o Iroko da cultura Iyorubana e a Sákpátá.
Seu dia da semana é quinta-feira, suas cores são o cinza chumbo e o branco mesclado rajado com o verde, seus elementos são a terra e o ar.

Sua saudação Áhò gbò gbòy Águé ou Águé beno beno.

LÉGBÀ - O VÒDÚN DA LIGAÇÃO

Légbà é um vòdún importantíssimo dentro do culto jeje, por ser responsável pela comunicação entre os Voduns e os humanos e vice-versa.
Entre os fons do Benin (antigo Dahomé) Légbà equivale a Exu dos Yorubanos. Ele é representado por uma huinha com um falo ereto, que representa a afirmação de seu caráter truculento, atrevido e sem vergonha e de seu desejo de chocar o decoro.
Légbà é o caçula de Mawu e de Lissá, e não possui um domínio fixo, estando em todo lugar e em tudo ao mesmo tempo, tornando-o o Vòdún da mobilidade com acesso a todos os domínios e fazendo dele o personagem intermediário por excelência. . É a divindade do imprevisível, do inatribuível e ele está além do bem e do mal concebidos pela sociedade. Légbà tem o papel de guardião do patrimônio divino, que lhe foi atribuído por  Máwú-Lísá.
Fá, o vòdún da adivinhação, depende de Légbà pois é ele quem torna o destino manipulável, nada poderá acontecer sem a intervenção de Légbà. Devido a esse seu poder quase que absoluto sobre a vida e a morte, sucesso e fracasso, riqueza e miséria, Légbà é o mais temido e respeitado do Panteão Fòn e, também, o mais importante.
Quando Mawu e Lissá enviaram seus filhos à Terra, Légbà foi o único que ficou acocorado aos pés de sua mãe e com o passar do tempo todos esqueceram a língua de Mawu, menos Légbà que permaneceu junto a ela. Por isso somente ele pode levar nossa mensagem até ela.
É perigoso dizer o nome desse vòdún em vão, pela força e domínio que ele tem e, normalmente, seu nome para ser dito é necessário tocar no solo em respeito ao seu poder. Seu principal ritual é chamado de Légbà lé lé, que se compara ao ritual de ípádè dos yorubanos porém, com muitos outros fundamentos e atos que os diferem. É cultuado após Áyízàn, 
Seu dia da semana é a segunda-feira, sua cor é o vermelho rajado com preto e o seu elemento é o fogo e também a terra e sua saudação é Áhò gbò gbòy Légbà!!!

ANCESTRALIDADE - ÀYÍZÀN, A ESTEIRA DA TERRA

Àyízàn, que representa a nata da Terra é um vòdún feminino dos mais importantes na cultura fòn, sendo considerada a dona dos mercados e dos espaços públicos, onde as pessoas se encontram e se interagem. Em algumas casas, ela é a primeira divindade a ser saudada, pois é a ela que se atribui o dom da palavra e da comunicação. Está  ligada à Légbà, a quem muitas vezes é associada como mãe ou esposa. É representada por um amontoado de terra colocado no meio das praças de mercado coberto de muitas rodilhas de dèzàn (palmas ainda verdes e desfiadas de dendezeiro).
Àyízàn também é cultuada nos Hùnkpàmè, onde é responsável pelos neófitos em processo de educação e aprendizado. Seu cultoé originário de hwedá e é forte sobretudo na região de Uidá, no Benin. É cultuada antes de Légbà, sendo para os Fòn a senhora dos oráculos juntamente com o mesmo, assim como Èsú, respondendo por Fá ( vòdún coligado a Òrúnmíllá). Possui grandes relações com os ancestrais (ègúngún e íyámí) e com suas sociedades e assim nos ritos de Jeje Mahi é a responsavel pela parte de louvação aos ancestrais da casa.
Vòdún Áyízàn tem uma grande família e cada um dos membros reina em uma parte da terra, inclusive o mundo ctônico (subterrâneo) e abissal (subterrâneo aquático).

Sua saudação é Áhò gbò gbòy Àyízàn!

A CRIAÇÃO DO MUNDO NA VISÃO DOS POVOS EWÈ/FON

De acordo com a lenda dos povos Ewè/Fon, Nanã Buruku em conjunto com Aido Wedo e Dangbala criaram o mundo e deram vida aos animais, a flora e aos minerais.
Após a criação do mundo, Nanã deu origem aos gêmeos Mawu-Lisa e determinou que eles criassem o homem para povoar a Terra.
A partir da criação dos gêmeos Mawu-Lisa, foi criado o equilílibrio no mundo e aos seres vivos.
Mawu é o princípio feminino, a fertilidade, a suavidade, a compreensão, a ponderação, a reconciliação e o perdão.
Lisa é o princípio masculino, o julgador, a impaciência, a força cósmica que castiga os homens errados e os corrige, a seriedade. Ele está sempre atento para que as leis de Mawu sejam cumpridas.
Nanã ao perceber que Lisa não seguia as doutrinas de Mawu em mudar seu gênio, resolveu separá-los.
Enviou Mawu à lua para ser a luz e iluminar a Terra no período noturno e suavizar os sofrimentos dos seres, projetando a fé e o amor  sobre o planeta.
Lisa foi enviado ao sol para poder ver mais claramente os erros humanos e julgar antes de castigá-los. Lisa recebeu a ordem de andar pela Terra uma vez por ano para conviver e conhecer de perto as necessidades dos humanos, ajudando-os e corrigindo-os. Nessas caminhadas pela Terra, Lisa deixou alguns descendentes que se tornaram divinizados.
A partir da separação dos gêmeos, Mawu e Lisa passaram se encontram quando ocorre um eclipse e, nessa ocasião, geram mais Voduns para ajudar os humanos.
Antes de a concretização da separação, os gêmeos reuniram seus filhos e os enviaram à Terra para serem os primeiros habitantes e para que esses os ajudassem a governá-la, cada um com sua atribuição.
Segundo o mito, após a criação de Mawu e de Lisa, Nanã criou Ayizan, vodum que vive no tempo, em uma esteira, vendo a eternidade passar.
O povo Ewé tem em Nanã Buruku sua Grande Mãe que rege as leis e a vida na Terra.
Em qualquer mito Dan foi auxiliar na criação e por isso é o vodum mais reverenciado dentro do culto Vodum.

domingo, 3 de abril de 2011

DIVULGAÇÃO DE CONSULTAS COM MARIA PADILHA E DE JOGO DE BÚZIOS

CEUDO - Centro Espírita Ubirajra D'Oriente - Umbanda

Iniciamos nossa missão na Umbanda, em 20 de janeiro de 1990, através dos fundadores Cleber de Gbèsén e Graça de Iyemojá e continuamos praticando a caridade e emanando a fé em busca da preservação da força da casa para que seja sempre um ponto de união e de axé, proporcionando a devida doutrina para cada filho e entidade de luz.
Realizamos sessões de caridade para atender a comunidade e aos amigos que acreditam e confiam em nosso humilde trabalho.
Desde o início, já passaram por nossa casa vários amigos que conquistaram direcionamento para a solução de seus problemas e dificuldades.
Estamos sempre de braços abertos para orientar e direcionar todas as pessoas na doutrina do santo.

Salve a Umbanda e as Entidades de luz!