quinta-feira, 16 de junho de 2011

AZANSU - SAKPATA

Para o povo Jeje, Sakpatá foi trazido para o Dahomey, por Agajá, no século XVIII, vindo da cidade de Dassa Zoumé, mais precisamente, da aldeia de Pingine Vedji.
Todos os Voduns, pertencentes ao panteão de Sakpatá, são da família Dambirá.
Nesse panteão temos vários Voduns. O mais velho que se tem notícia é Toy Akossu, no transe, ele se mantém deitado na azan (esteira). Dizem os mais velhos, que Toy Akossu é o patrono dos cientistas, ele dá a eles inspirações para a descoberta das fórmulas mágicas que curarão as doenças e as pestes. Ele é a própria "doença e cura", como também um excelente conselheiro.
Toy Azonce é outro Vodum velho, porém mais novo que Toy Akossu. Seu assentamento fica em local bem isolado do Kwe, sendo proibido tocá-lo. Somente UMA pessoa designada por ele mesmo pode tratar desse assentamento. É Toy Azonce quem sempre faz todas as honras para seu irmão Toy Akossu, quando ele está em terra.
Toy Abrogevi é um Vodum velho, filho de Toy Akossu, que gosta de comer quiabo com dendê, paçoca de gergelim e fumar cachimbo de barro. Toy Abrogevi gosta muito de Badé e se tornou muito amigo dele. Foi com Badé que aprendeu a comer e a gostar de quiabo.
Esses Voduns são rigorosos no que tange a moral e os bons costumes. Nunca admitem falhas morais dentro dos kwes e, quem faz essa fiscalização para eles é Ewá, filha de Toy Azonce.
Símbolo fortemente ligado a Sakpatá, a palha da costa é a fibra da ráfia, obtida de palmas novas, extraídas de uma palmeira cujo nome científico é raphia vinifera. No Brasil, recebe o nome de Jupati. A palmeira é considerada a "esteira da Terra".
A palha da costa, tendo sua origem na palmeira, ganha o simbolismo universal de ascensão, de regeneração e da certeza da imortalidade da alma e da ressurreição dos mortos. Um símbolo da alma. Além de proteger a vulnerabilidade do iniciado, sua utilização também é reservada aos deuses ancestrais, numa reafirmação de sua ancestralidade, eternização e transcendência.
Os Sakpatás podem trazer nas mãos o xaxará, ou o bastão, a lança, o illewo ou ainda, uma pequena espada. A maioria deles gosta de manter o rosto coberto pela palha da costa, outros gostam de mostrar o rosto. Todos gostam muito de usar búzios e chaorôs (guizos).
O lakidibá, fio de conta de Sakpatá, é feito do chifre do búfalo. Tem o sentido de eminência, de elevação, símbolo de poder, um emblema divino. Ele evoca o prestígio da força vital, da criação periódica, da vida inesgotável, da fecundidade. Devemos lembrar que chifre, em hebraico "querem", quer dizer, ao mesmo tempo, chifre, poder e força.
O lakidibá não sugere apenas a potência, é a própria imagem do poder que Sakpatá tem sobre a vida e a morte. Na conjunção do lakidibá e do deus Sakpatá, descobrimos um processo de anexação da potência, da exaltação, da força, das quatro direções do espaço, da ambivalência.
O lakidibá é entregue ao adepto somente na obrigação de sete anos.

Os narrunos para esses Voduns devem sempre ser feitos com o sol forte e cada um deles especifica o que querem comer. Isso quer dizer que, não existe uma única maneira de agradá-los. Eles não gostam de barulho de fogos de artifícios.
Uma vez por ano, os Kwes fazem um banquete para as Divindades do Panteão de Sakpatá, onde devemos comer dançar e cantar junto com os Voduns. Esse banquete não pode ser aberto ao público e nem recebe o nome de Olubajé, que é um culto específico dos Iyorubanos. Os jejes acreditam que, com essa cerimônia oferecida a essas divindades, todas as doenças são despachadas do caminho do Kwe e de seus filhos.
Esse banquete é colocado dentro do peji ou do quarto onde mora Sakpatá e os demais Voduns de seu panteão. Toda a comunidade vem saudar o Deus da varíola e seus descendentes, comer e dançar junto com eles e, ali mesmo, é servido o banquete para todos os filhos do kwè.

Dia da semana é a segunda-feira e a saudação é Áhò gbò gbòy Azansu

NÀNÀ - A GRANDE MÃE

Nànà certamente é um dos Vòdúns mais misteriosos do panteão africano.
Essa divindade é um assunto difícil pois, seu culto apesar de muito expandido em todo o território africano e sua importância ser reconhecida por todas as nações candomblecistas (djèdjè, kètú, angola, etc), trata-se de uma das divindades possuidoras de inúmeros mitos e temores em nossa cultura. De origem dahomeana, da cidade de Dassa-zoumé, para os fons, Nànà era toda sacerdotiza da deusa Màwú, não sendo considerada então uma divindade. Seu nome em Dassa-zoumé era Nàè gbáýn, sendo uma poderosa deusa, cujo culto antecede o de Màwú-Lísá, estando completamente relacionada a Dàn gbé e a origem de todo o mundo e vida no planeta Terra.
Muitas lendas tem Nànà como um ancestral hermafrodita, assim como Oxalá, sendo chamada de Nànà Dènsú e tendo como esposa a grande deusa das águas Màmí Wátà. Mas sabe-se que Nànà é uma Yaba, mãe de quase todos os deuses na cultura dahomeana e para os iyorubás mãe de Òmòlú (Sákpátá), Ìròkò (Lòkò) e Òsúmárè (Dàn/Gbèsén) que são vòdúns cultuados entre os Iyorubás. Nànà representa a vida(dògbé) e a morte (dòkú). Ela acolhe em seu ventre os mortos e os prepara para o renascimento. Essa dualidade entre a vida e a morte é representada pelo pântano, seu habitat uma vez que, mistura a água (vida) e a terra (morte), formando a lama, abrindo um portal de dimensões dos vivos e dos mortos. Para que haja lama ou barro é necessário haver chuva e por esse motivo, Nànà também passou a ser considerada a divindade das chuvas. Nànà Gbúlúkú ou Gbúrúkú é outro nome pela qual essa deusa de tornou conhecida, nessa fase, estando relacionada a morte e ao culto aos ancestrais. Seus cantigos são súplicas para que a morte se mantenha afastada e que a vida seja preservada. Está relacionada ao início de tudo e segundo os ítàns, foi ela que cedeu o barro para que o homem fosse modelado porém, com uma condição, ao morrer os corpos deveriam ser enterrados, voltando para o seu domínio. Nànà de origem dahomeana, foi incorporada há séculos pela mitologia Iyoruba, quando o povo nagô conquistou o povo do Dahomey (atual República do Benin), assimilando sua cultura e incorporando alguns Òrísás dos dominados à sua mitologia já estabelecida. Nesse processo cultural, Oxalá (mito yoruba ou nagô) continuou sendo o pai de quase todos os orixás. Íyèmònjá (mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e Nànàn (mito jeje) assume a figura de mãe dos filhos dahomeanos,. Os mitos dahomeanos eram mais antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação de Nànà e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Yèmònjá.
Nànà tem como principal símbolo o "ìgbírí" feixe de nervura de dendezeiro envolto, que carrega na mão, com uma das pontas voltadas para baixo, simbolizando a vida que retorna. Algumas lendas contam que o ígbírí representa òmòlú, o filho que Nànà abandonou no rio para que não fosse morto pelo rei de dahomey por causa de suas chagas, que as julgavam contagiosas.

O símbolo que melhor sintetiza o caráter de Nànà é o “grão”, pois ela possui o domínio da agricultura e todo “grão” tem que morrer para germinar.

Nànàn é nossa grande mãe, sem ela não existiria a vida e nem nossa casa que é a Terra.
Saudação: Saluba Nànà Gbúrúkú.

LÒKÒ - O VÒDÚN "ÁRVORE"

Lòkò é um Vòdún de muitíssima importância dentro do culto Jeje. No Brasil seu culto foi assimilado à árvore ficus religiosa também chamada de gameleira branca mas, na África era cultuado na Chlorofora excelsa também chamada de ìròkò, tendo-a como principais erva e fetiche e, daí sendo retirado seu outro nome com o qual é conhecido nas terras nigerianas. Trata- se de um vòdún ligado diretamente aos ancestrais.
Representa todas as árvores centenárias, lembrando que na África os espíritos ancestres são cultuados nas mesmas, pois acredita-se serem um portal para o outro mundo.
Está ligado a Águé uma vez que, se Lòkò é a árvore centenária, Águé é a sua folha, esclarecendo a ligação de um Vòdún ao outro. É filho de Nànà e teve seu culto expandido no território nigeriano, sendo cultuado também como òrísá pelos Iyorubanos cujo nome é Ìròkò.  É conhecido e cultuado tanto como um ayi vòdún (divindade do panteão da terra) como um dji vòdún (divindade do panteão dos trovões e do ar). Seus vòdúnsís (iniciados) são chamados de Lòkòsi.
Dentro do culto djèdjè, o vòdún Lòkò é o guardião da maior jóia do candomblé, o hunjegbe (lê-se rungebe ou rungeve) que representa a passagem da vida para morte, tendo como senhor o vòdún Dàn.
As grandes árvores são muito respeitadas por todo o povo dos cultos africanistas. No culto de ègúngún, além de representar o portal para o outro mundo e o poder do Vòdún Lòkò também são retiradas de seus galhos os ísàn, estilo de varinha usada para condunzir, invocar e controlar os gbágbá ègún quando materializados.
Dentro do culto as Íyámí Ájé, as grandes árvores são seus principais fundamentos, representando feitiço e mistério, além de suas copas servirem como moradia para essas senhoras. É comum dizer que aos pés das grandes árvores também moram espíritos infantis chamados de ágbíkú (a vida que provém da morte) que são comandados por Òlúwèrè. 
O culto a Lòkò é muito extenso na Nigéria e sempre que são feitos pedidos a esse Vòdún com sinonimo de troca e após a sua realização, é obrigatório o agrado com oferendas a Ele para não desagrada-lo e nem despertar a sua fúria. Atualmente, no Brasil, é raro vermos um filho iniciado desse Vòdún mas, seu culto continua vivo dentro de todos os ásés pois, sem Lòkò não existe ancestral e sem ancestral não existe culto.
Saudação: Áhò gbò gbòy Loko Kayaba

AGUÉ - O VÒDÚN DAS MATAS

Agué é o vòdún relacionado às matas e a tudo que nela existe. Sendo assimilado ao Orixá Ossaiym dos yorubanos porém, ao contrário dessa divindade, Agué está ligado ao nosso cotidiano, sendo um vòdún responsável pela alimentação, pela caça e pelo cultivo das plantas. O correto ao comparar Águé com algum orixá seria, dizer que Agué une o poder de Ossaiym com a responsabilidade de Oxóssi. Ele é responsável pela fauna e pela flora e nos dias de festa, é cultuado após Ogun.
Agué é o senhor de todas as folhas, estando atribuído a ele o domínio e seu cultivo, desde o arar da terra, o adubo e o plantio. Todas as sementes, folhas, caules, raízes, flores, etc, pertencem a Agué, sendo ele o guardião de toda a flora. Tem domínio também sobre todos os animais da floresta, aqueles que vivem e se alimentam na mesma, sendo responsável pela sua proteção, combatendo a caça ilegal e quem os maltrata juntamente com Odé.
Agué é filho de Nanã e, com ela aprendeu o domínio sobre os mortos, tendo muita ligação com íkú e seus mistérios. Conhecedor de alta magia, Agué não teme íkú nem as íyámí òsóròngá, possuindo extremos laços com ambas energias. Ele ensinou a todos os seres humanos como cultivar as plantas e principalmente como utilizar as ervas medicinais.  É por conta de Agué que, no Jeje, os Vòdúns são cultuados nos átínsás – as árvores sagradas.
Não se inicia ninguém sem a intercessão de Águé.
Todas as ervas são de seu domínio mas, em particular, o Pèrègún que simboliza a força desse vòdún, usando-o para controlar ou afastar os ègúns, sendo este um de seus mais preciosos átínsás. Pertence a família da terra e com certeza é o vòdún que melhor representa o poder de Àíkúgúmàn (terra)
Águé representa a liturgia, a ancestralidade, a sabedoria, a herança e a hierarquia. É responsável pelo passar da cultura de pais para filhos, mantendo vivas as lendas e o culto dos vòdúns. É muito ligado ao seu irmão Lòkò, o Iroko da cultura Iyorubana e a Sákpátá.
Seu dia da semana é quinta-feira, suas cores são o cinza chumbo e o branco mesclado rajado com o verde, seus elementos são a terra e o ar.

Sua saudação Áhò gbò gbòy Águé ou Águé beno beno.

LÉGBÀ - O VÒDÚN DA LIGAÇÃO

Légbà é um vòdún importantíssimo dentro do culto jeje, por ser responsável pela comunicação entre os Voduns e os humanos e vice-versa.
Entre os fons do Benin (antigo Dahomé) Légbà equivale a Exu dos Yorubanos. Ele é representado por uma huinha com um falo ereto, que representa a afirmação de seu caráter truculento, atrevido e sem vergonha e de seu desejo de chocar o decoro.
Légbà é o caçula de Mawu e de Lissá, e não possui um domínio fixo, estando em todo lugar e em tudo ao mesmo tempo, tornando-o o Vòdún da mobilidade com acesso a todos os domínios e fazendo dele o personagem intermediário por excelência. . É a divindade do imprevisível, do inatribuível e ele está além do bem e do mal concebidos pela sociedade. Légbà tem o papel de guardião do patrimônio divino, que lhe foi atribuído por  Máwú-Lísá.
Fá, o vòdún da adivinhação, depende de Légbà pois é ele quem torna o destino manipulável, nada poderá acontecer sem a intervenção de Légbà. Devido a esse seu poder quase que absoluto sobre a vida e a morte, sucesso e fracasso, riqueza e miséria, Légbà é o mais temido e respeitado do Panteão Fòn e, também, o mais importante.
Quando Mawu e Lissá enviaram seus filhos à Terra, Légbà foi o único que ficou acocorado aos pés de sua mãe e com o passar do tempo todos esqueceram a língua de Mawu, menos Légbà que permaneceu junto a ela. Por isso somente ele pode levar nossa mensagem até ela.
É perigoso dizer o nome desse vòdún em vão, pela força e domínio que ele tem e, normalmente, seu nome para ser dito é necessário tocar no solo em respeito ao seu poder. Seu principal ritual é chamado de Légbà lé lé, que se compara ao ritual de ípádè dos yorubanos porém, com muitos outros fundamentos e atos que os diferem. É cultuado após Áyízàn, 
Seu dia da semana é a segunda-feira, sua cor é o vermelho rajado com preto e o seu elemento é o fogo e também a terra e sua saudação é Áhò gbò gbòy Légbà!!!

ANCESTRALIDADE - ÀYÍZÀN, A ESTEIRA DA TERRA

Àyízàn, que representa a nata da Terra é um vòdún feminino dos mais importantes na cultura fòn, sendo considerada a dona dos mercados e dos espaços públicos, onde as pessoas se encontram e se interagem. Em algumas casas, ela é a primeira divindade a ser saudada, pois é a ela que se atribui o dom da palavra e da comunicação. Está  ligada à Légbà, a quem muitas vezes é associada como mãe ou esposa. É representada por um amontoado de terra colocado no meio das praças de mercado coberto de muitas rodilhas de dèzàn (palmas ainda verdes e desfiadas de dendezeiro).
Àyízàn também é cultuada nos Hùnkpàmè, onde é responsável pelos neófitos em processo de educação e aprendizado. Seu cultoé originário de hwedá e é forte sobretudo na região de Uidá, no Benin. É cultuada antes de Légbà, sendo para os Fòn a senhora dos oráculos juntamente com o mesmo, assim como Èsú, respondendo por Fá ( vòdún coligado a Òrúnmíllá). Possui grandes relações com os ancestrais (ègúngún e íyámí) e com suas sociedades e assim nos ritos de Jeje Mahi é a responsavel pela parte de louvação aos ancestrais da casa.
Vòdún Áyízàn tem uma grande família e cada um dos membros reina em uma parte da terra, inclusive o mundo ctônico (subterrâneo) e abissal (subterrâneo aquático).

Sua saudação é Áhò gbò gbòy Àyízàn!

A CRIAÇÃO DO MUNDO NA VISÃO DOS POVOS EWÈ/FON

De acordo com a lenda dos povos Ewè/Fon, Nanã Buruku em conjunto com Aido Wedo e Dangbala criaram o mundo e deram vida aos animais, a flora e aos minerais.
Após a criação do mundo, Nanã deu origem aos gêmeos Mawu-Lisa e determinou que eles criassem o homem para povoar a Terra.
A partir da criação dos gêmeos Mawu-Lisa, foi criado o equilílibrio no mundo e aos seres vivos.
Mawu é o princípio feminino, a fertilidade, a suavidade, a compreensão, a ponderação, a reconciliação e o perdão.
Lisa é o princípio masculino, o julgador, a impaciência, a força cósmica que castiga os homens errados e os corrige, a seriedade. Ele está sempre atento para que as leis de Mawu sejam cumpridas.
Nanã ao perceber que Lisa não seguia as doutrinas de Mawu em mudar seu gênio, resolveu separá-los.
Enviou Mawu à lua para ser a luz e iluminar a Terra no período noturno e suavizar os sofrimentos dos seres, projetando a fé e o amor  sobre o planeta.
Lisa foi enviado ao sol para poder ver mais claramente os erros humanos e julgar antes de castigá-los. Lisa recebeu a ordem de andar pela Terra uma vez por ano para conviver e conhecer de perto as necessidades dos humanos, ajudando-os e corrigindo-os. Nessas caminhadas pela Terra, Lisa deixou alguns descendentes que se tornaram divinizados.
A partir da separação dos gêmeos, Mawu e Lisa passaram se encontram quando ocorre um eclipse e, nessa ocasião, geram mais Voduns para ajudar os humanos.
Antes de a concretização da separação, os gêmeos reuniram seus filhos e os enviaram à Terra para serem os primeiros habitantes e para que esses os ajudassem a governá-la, cada um com sua atribuição.
Segundo o mito, após a criação de Mawu e de Lisa, Nanã criou Ayizan, vodum que vive no tempo, em uma esteira, vendo a eternidade passar.
O povo Ewé tem em Nanã Buruku sua Grande Mãe que rege as leis e a vida na Terra.
Em qualquer mito Dan foi auxiliar na criação e por isso é o vodum mais reverenciado dentro do culto Vodum.